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Que todos os dias sejam nossos!

Sempre quis ser mãe, seja qual fosse a forma
que Deus permitisse. Portanto, se meu corpo não tivesse consentido a gravidez, a
adoção estaria nos meus planos. Sempre pensei, e ainda penso, que ser mãe é a
maior dádiva de Deus e, nunca lhe atribui como a causa de padecimentos,
privações e dores. Se bem que, todas as mães experimentam algum tipo de
angústia, mesmo porque se o nosso amor é incondicional, nem todos os
sentimentos que nossos filhos vão encontrar no mundo, serão isentos de interesses dos mais variados.







Sempre ouvi de minha mãe, hoje com 84 anos, que
os filhos se configuram como nosso maior patrimônio. E como maior patrimônio, nada
mais justo do que dedicarmos nossa vida a eles. Confesso que, há muitos anos atrás, e como a maioria dos filhos, não entendia esse
sentimento tão intenso. Apenas, quando fui mãe, pude compreender… E hoje agradeço a minha todos os ensinamentos que recebi, e ainda recebo dela, para enfrentar a vida e me proteger dos percalços ao longo do caminho. 







Penso que ser mãe é administrar os mistérios da
vida e polir os sentimentos. 








É, ao mesmo tempo, vibrar, sentir, defender, atacar, simular, fiscalizar,
medicar, chorar, rir, gritar, beijar, abraçar, cuidar, educar, renunciar, amar, eternizar e muitos outros sentimentos juntos, que somados, fazem a gente dar a nossa vida por cada um deles.





Então, para todas as mães que, como eu, acreditam que
as palavras são pobres para expressar o sentimento maternal, desejo que:



 Todos
os dias sejam nossos. 
E que nossos filhos sejam felizes junto a nós.



Pedimos pouco, não é verdade? 




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