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Do sublime ao humano: E agora Maria?

E
agora, Maria?

A
luz apagou

E
você pariu

A
noite acabou

E
agora, Maria?

E
agora, Maria?

Você
que é mãe

Que
ama seu filho

Você
que é o próprio verso

Que
ama, protege

E
agora, Maria?


até para fazer uma parodia, com os versos do poeta Carlos Drummond de Andrade ( E agora José?),
para expressar o que muitas mulheres sentem depois de uma gravidez, sobretudo a primeira, e se
confrontam com as transformações do seu corpo. Você há de concordar que, com
raríssimas exceções, dificilmente seremos as mesmas, e hoje estamos apenas
falando sobre o nosso corpo que, se o tivermos preparado bem antes da gravidez,
poderemos até chegar perto do ideal de peso e satisfação pessoal. E prepará-lo
significa ter os cuidados essenciais com uma alimentação balanceada, exercícios
físicos e tratamentos de pele que evitem as indesejadas estrias, celulite, varizes e flacidez que,
provavelmente, virão. Poucas são as mulheres que foram agraciadas pela natureza
com o corpo de uma Gisele Bündchen, com o dinheiro de uma apresentadora como
Angélica ou até a disposição de uma Ivete Sangalo. Mas, é bem certo que todas essas mulheres citadas sobrevivem de sua imagem e precisam ter corpos cenográficos.

E
você, Maria, que já ver sua criança se desenvolvendo satisfatoriamente, teve
tempo de pensar em si mesma ou deixou para depois? Já conseguiu administrar os
vários horários que um filho exige de dedicação e reservou um tempinho para si?

É
difícil e torna-se um desafio diário, ao menos nos primeiros meses de vida de
um filho, a mulher se desvencilhar do papel de mãe para dá vazão ao lado feminino que possui  necessidades e libidos. E isso é uma
das grandes queixas dos homens e um dos motivos que leva a uma das crises no
relacionamento que, obviamente, unindo-se a outras incompatibilidades, podem até levar à
separação.  Por isso, voltar ao peso ideal e cuidar-se em todos os sentidos, logo após a gravidez, será
sempre o objetivo de grande parte das mulheres, mas não é uma tarefa fácil,
principalmente, se existir uma tendência e hereditariedade para o sobrepeso e ela não dispor de ajuda material. 

Além
disso, diante de tantas atribuições que agora a mulher se vê obrigada a
desempenhar como mãe, uma dieta alimentar, somada aos exercícios físicos e idas
e vindas ao salão de beleza, podem representar muito mais uma cobrança pessoal do que
uma intrínseca  vontade. Mas, deixar também que sua criança cresça para
que haja espaço de cuidar da vaidade é, diga-se de passagem, uma tolice com
repercussões catastróficas, pois você não morreu para o mundo porque se tornou
mãe
, mas poderá matar seu relacionamento e seus desejos, adquirindo posteriormente várias frustrações. Se uma criança exige cuidados, o
corpo feminino também. Mas, veja o que dizem algumas leitoras:

Fui mãe aos 18 anos e
a gravidez não alterou em nada meu corpo. Voltei ao meu peso ideal rápido.
Depois, fui mãe, novamente, aos 36 anos e esta deixou sequelas até hoje – seios e
barriga flácidos. Fiquei uns cinco anos com 10 quilos acima do peso. Só me
dedicava aos filhos. Depois, comecei a me achar feia e houve uma cobrança
pessoal de melhorar a minha estética. Investi em lipoaspiração e plástica. Mas,
meu corpo não é o mesmo de antes e tampouco vivo com o pai dos meus filhos
.”
C.
M. – 42 anos
Tive gêmeos, aos 24
anos, e amamentei por quatro meses. Ao contrário de muitas mulheres, fiquei
muito magra e até parecia que estava doente. Meu marido se afastou de mim e
oito meses depois, tive depressão pós-parto. Hoje sei que eu não consegui separar o papel de
mãe da mulher e meu relacionamento faliu, como tantos outros. Hoje, estou
separada, mas sete anos depois foi que comecei a cuidar de mim
e me enxergar novamente como mulher.”
Ericka
L. – 32 anos


 “Engordei 27 quilos
durante a gravidez. Meu corpo ficou deformado. Mas, apenas me dedicava ao meu
filho. Só depois de um ano e meio que resolvi cuidar de mim. Fiz plástica e
lipoaspiração
.”
Chrys
M. – 33 anos
O mais difícil depois
da gravidez é voltar ao peso ideal. Ainda hoje tenho 10 quilos mais do que meu
peso
.”
Márcia M.
– 31 anos
“Tive minha filha aos 33
anos e engordei 17 quilos. Mas, só agora, passados três anos que estou
começando a me cuidar. Ficar acima do peso influencia o ego da mulher que não
se sente à vontade em transar.”
Vírginia
Cássia – 36 anos
“Eu era adolescente
quando engravidei. Com 17 anos, o corpo volta, rapidamente, ao normal. No
segundo filho, já foi um pouco diferente porque eu estava com 25 anos, mas
mesmo assim consegui voltar ao peso ideal. Contudo, estou com 80 quilos e acho que o
peso só influencia no casamento se o companheiro não for compreensivo. Eu nunca
me senti ameaçada por causa do peso.”
Andréa
Lobo – 36 anos
Eu voltei ao meu peso ideal porque minha
constituição física sempre foi magra
e já tive dois filhos. Mas, sei que isso não acontece com a maioria das
mulheres.”
Vanusa
Fernandes – 33 anos
Imagens capturadas na internet
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